O
astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-1630) foi brilhante em sua área
de atuação. Nascido em Weil der Stadt, ele estudou teologia na
Universidade de Tübingen. Depois, passou para o campo da matemática e
tornou-se professor em 1593. Como parte de suas tarefas na universidade,
Kepler escreveu um calendário anual e um almanaque, usando o sistema
planetário heliocêntrico para facilitar os cálculos.
Em 1596, publicou Mysterium Cosmographicum
(Mistério Cósmico) e, com esta obra, tornou-se o primeiro cientista
conhecido a apoiar Copérnico publicamente. Kepler mostrou que o Sol
impele os planetas para suas órbitas com uma força que diminui na
proporção do quadrado da distância. Ainda assim, os cálculos de Kepler
não conseguiam prever os eventos celestiais satisfatoriamente. Ele
precisava de observações recentes dos planetas.
O grande astrônomo dinamarquês Tycho
Brahe (1546-1601) possuía um grande número de dados planetários, mas
ainda não tinha preparado suas observações para publicação. Em 1600,
Kepler fugiu para Praga para evitar a perseguição religiosa e ficou
sabendo que Brahe havia deixado a Dinamarca para montar um novo
observatório nos arredores daquela cidade. Asssim, Kepler se tornou seu
assistente, com a tarefa de editar os dados e prepará-los para
publicação. Como parte de seu trabalho, Kepler tentou determinar a
órbita de Marte. Brahe morreu no ano seguinte, mas Kepler continuou
tentando solucionar o problema por seis anos. O sucesso chegou quando
ele superou o erro – cometido pela maioria dos astrônomos – de que os
planetas se moviam segundo combinações de movimentos circulares.
Kepler analisou as medidas que Brahe havia conseguido, e essas análises resultaram em diversas descobertas importantes. Em 1609, ele as resumiu em Nova Astronomia.
O livro continha duas de suas três leis dos movimentos planetários: (1)
os planetas seguem caminhos, ou órbitas, que têm a forma de elipses. O
Sol está em um dos pontos focais da elipse. (2) Uma linha conectando
cada planeta e o Sol varre áreas iguais a intervalos de tempo iguais. Em
outras palavras, os planetas não se movem com velocidade uniforme; eles
se movimentam mais rapidamente quando estão mais perto do Sol.
Kepler também ficou famoso por sua terceira lei astronômica, que apareceu em seu livro Harmonices Mundi (Harmonia
do Mundo, de 1619) e que diz que o cubo da distância de um planeta ao
Sol dividido pelo quadrado de seu período de rotação (tempo gasto para
dar uma volta completa em torno do Sol) é uma constante e igual para
todos os planetas. Esta lei significa que a distância de um planeta ao
Sol pode ser calculada se seu período de rotação for conhecido.
Kepler publicou os dados de Brahe em Tabelas Rudolfinas
(de 1625). As tabelas do livro foram as melhores disponíveis por muitas
décadas, e as descobertas de Kepler, feitas a apartir dos dados de
Brahe, formaram a base para a lei da gravitação universal de Isaac
Newton. Kepler morreu em 1630, em Regensburg, na Baviera.
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